Geoprocessamento

Recursos Humanos:
Há alguns anos, o geoprocessamento era restrito a laboratórios montados utilizando-se grandes investimentos monetários e temporais. Ficava restrito a especialistas e pesquisadores que muitas vezes não conseguiam suprir suas instituições de informações espaciais em quantidade, qualidade e em tempo desejáveis. Este cenário crítico ocorreu em todo o mundo e muitas vezes o geoprocessamento não trouxe resultados efetivos, pois não se conseguia gerar as informações geográficas necessárias para o processo de gestão. Por que investir tanto se o retorno parece ser tão pouco? Esta era a pergunta que mais incomodava os investidores em geoprocessamento e, portanto os tomadores de decisões que necessitavam de dados espaciais.



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Com o passar dos anos, este quadro felizmente mudou, atualmente o geoprocessamento pode ser distribuído para todos os setores de uma instituição ou organização e muitas vezes até para fora delas.
Em uma instituição ou empresa, o geoprocessamento pode ser implantado em três níveis, Núcleo de Geoprocessamento (N.G.), Analistas Temáticos (A.T.) e Usuários Gerais (U.G.), conforme se pode observar na figura 37.
O Núcleo de Geoprocessamento nada mais é do que um laboratório de geoprocessamento, porém com número reduzido de profissionais altamente capacitados, operando computadores e programas computacionais que geram, tratam, manipulam e
analisam grandes bases de dados geográficos digitais, que elaboram metodologias e realizam a construção de aplicações. O Núcleo de Geoprocessamento é responsável ainda pela capacitação e suporte aos vários profissionais da instituição.
O Núcleo de Geoprocessamento se preocupa o tempo todo em dominar as novas tecnologias que surgem a cada dia dentro do geoprocessamento, realizar análises complexas, além da realização de pesquisas avançadas em geoprocessamento.
A estrutura de um Núcleo de Geoprocessamento deve ser a mais “enxuta“ possível, porém da mais alta qualidade.
Todas as especificações de compra de equipamentos, programas computacionais e serviços de geoprocessamento devem ser realizados pelo Núcleo de Geoprocessamento. Resumindo, o Núcleo de Geoprocessamento é o servidor de dados, suporte
técnico, capacitação, novas metodologias e/ou aplicativos para toda a instituição.
O nível de Analistas Temáticos tem o interesse principal na gestão de um determinado tema. Por exemplo, pode ser um arquiteto interessado no planejamento urbano de um município ou então um biólogo interessado na gestão de algum ecossistema.
O foco principal destes profissionais é a gestão de um tema específico e não o geoprocessamento, que, todavia é uma ferramenta imprescindível na gestão do tema. Assim para os analistas temáticos o geoprocessamento é uma ferramenta que se deve utilizar na gestão do tema em questão.
Os Analistas Temáticos devem ter bons conhecimentos em geoprocessamento; receber constante capacitação do Núcleo de Geoprocessamento; utilizam a base de dados de pequeno ou médio porte que acessam diretamente no Núcleo de eoprocessamento. Utilizam computadores pessoais de médio porte e utilizam aplicativos de geoprocessamento desenvolvidos pelo Núcleo de Geoprocessamento.
Os programas computacionais dos Analistas Temáticos devem ser fáceis de utilizar, de tal forma que o usuário não necessite ser um especialista em geoprocessamento para utilizá-los.
Os Analistas Temáticos são necessários na elaboração de metodologias de geoprocessamento fornecendo informações conceituais, testando e aprovando novas metodologias. Os produtos gerados pelos analistas temáticos são informações geográficas que podem estar na forma de mapas, relatórios, tabelas e estatísticas armazenadas em meio analógico e digital.
Os Usuários Gerais são aqueles profissionais ou pessoas que necessitam utilizar informações espaciais, mas tem pouco ou nenhum conhecimento a respeito de geoprocessamento. Utilizam computadores simples, e necessita de aplicativos simples com
capacidade de multimídia ou que podem ser acessados via Internet.
Os mapas produzidos pelos Usuários Gerais geralmente integram relatórios e servem para ilustrar alguma realidade geográfica. Não é necessário capacitar os Usuários Gerais em geoprocessamento, eles analisam as informações espaciais da mesma forma que analisariam um mapa em papel.

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